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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Quem foi... Almeida Garrett?, pela Sónia


 
Este trabalho foi elaborado a pedido da professora de Literatura Portuguesa e com ele pretendo conhecer um pouco mais Garrett, assunto falado já nas aulas anteriores.
Garrett não foi apenas escritor, mas também cronista, historiador, etnógrafo e crítico consciente e, como prova, temos os seus livros.
O que sei deste homem vitorioso é escasso, mas, por isso, vou abordá-lo, para mais tarde relembrá-lo com um pouco mais de sabedoria.

Biografia
João Baptista da Silva Leitão, a que só depois acresceram os apelidos Almeida Garrett, nasce a 4 de Fevereiro de 1799 no Porto.
A 10 de Fevereiro é baptizado na igreja de Stº Ildefonso. Segundo filho, entre cinco irmãos, de António Bernardo da Silva e de Ana Augusta de Almeida Leitão, família burguesa ligada à actividade comercial e proprietária de terras na região portuense e nas ilhas açorianas.
Passou a sua infância na Quinta do Castelo, para onde a família se transferiu, e na do Sardão, ambas ao sul do Douro, no concelho de Gaia. Ao embaixador de velhas histórias e lendas populares das criadas Brígida e Rosa de Lima junta-se o preceptorado do tio paterno, bispo de Malaca, Frei Alexandre da Sagrada Família, e do materno tio João Carlos Leitão, formado em cânones e depois juiz de fora no Faial.
Em 1809 parte com a família para os Açores, antes que as tropas de Soult entrassem no Porto. Passa a adolescência na ilha Terceira, destinado à carreira eclesiástica, entre a escola régia do padre João António e as aulas do erudito Joaquim Alves a que a aprendizagem no seio familiar dava sequência. Chegou a tomar ordens menores com que, por intercedência do tio Alexandre, então bispo de Angra, deveria ingressar na ordem de Cristo. No entanto, desde cedo recusou prosseguir.
Em 1821 vai para Coimbra e matricula-se no curso de Direito. Ao contacto com os escritores das Luzes acresceu a leitura dos primeiros românticos, enquanto transformava em ardor revolucionário a rápida adesão às ideias liberais. A vivência académica seria determinante na sua iniciação política e filosófica. Ainda estudante, participa no movimento conspirativo que conduziria à revolução de 1820. Paralelamente começava, irreverente, a vocação literária: no ano seguinte surgia o seu primeiro livro, “O Retrato de Vénus”, um corajoso poema que lhe mereceu um processo em tribunal.
Em 1823, após a subida ao poder dos absolutistas, é obrigado a exilar-se em Inglaterra onde inicia o estudo do romantismo, movimento artístico-literário então já dominante na Europa.
Regressa em 1826 e passa a participar na vida política aplicando-se em trabalhos políticos que fixaram as bases de doutrinação liberal por que irá pautar toda a sua posterior carreira de «homem público». 
No período conturbado que se seguiu, o trajecto pessoal do escritor (já casado com uma menina elegante, Luísa Midosi) entrelaça-se com a história política do Liberalismo. A revolução foi um breve momento de entusiasmo liberal, logo desfeito pela chegada ao poder da facção conservadora, que apoiava o Infante D. Miguel.
 
No entanto em 1828 é obrigado a exilar-se novamente depois da contra-revolução de D. Miguel. No entanto, o escritor encontra na circunstância penosa do exílio uma oportunidade intelectualmente vantajosa. A permanência em França e Inglaterra permitiu-lhe conhecer o movimento cultural europeu, na sua dimensão artística e ideológica. A publicação (ainda em Paris) dos poemas Camões e Dona Branca – os primeiros textos românticos portugueses – constitui o resultado mais simbólico e expressivo dessa experiência. Seguiu-se a guerra civil, período em que ao novo rumo do gosto literário junta a pedagogia liberal de uma legalidade constitucional e de uma prática das liberdades, colaborando directamente nos primeiros monumentos legislativos do liberalismo e iniciando-se na carreira diplomática.
Em 1832, na Ilha Terceira, incorpora-se no exército liberal de D. Pedro IV e participa no cerco do Porto. Exerceu funções diplomáticas em Londres, em Paris e em Bruxelas. Após a Revolução de Setembro (1836) foi Inspector-geral dos Teatros e fundou o Conservatório de Arte Dramática e o Teatro Nacional.
Durante os anos 40, sob o regime autoritário de Costa Cabral, Garrett destaca-se na oposição; no entanto, o  entusiasmo e o fervor militante vão-se exaurindo, perante a instabilidade política, o materialismo triunfante e o própria alteração do ideal liberal. Descontente com o suceder da revolução, afasta-se da vida pública em 1847. Desse desencanto patriótico dá testemunho a algumas obras publicadas neste período, o mais fértil da criação literária garrettiana (O Alfageme de Santarém, Frei Luís de Sousa, Viagens na Minha Terra e O Arco de Sant’Ana, por exemplo).
Em 1851 regressa ao Parlamento, já sob a acalmia política da Regeneração. Recebe nesta derradeira fase da vida alguns gestos oficiais de consagração: é feito visconde, em 1851 e nomeado Par do Reino, no ano seguinte; chega ainda a ocupar um cargo ministerial (Negócios Estrangeiros), de que seria demitido pouco tempo depois.
Irá falecer a 9 de Dezembro de 1854, vítima de cancro, em Lisboa, na sua casa situada na actual Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique, depois de uma vida sentimental romanticamente atribulada: um casamento juvenil mal sucedido, com Luísa Midosi; a morte prematura da segunda companheira, Adelaide Pastor, que lhe deixa uma filha ilegítima; e por fim uma paixão infiel, com a Viscondessa da Luz, celebrada em versos escandalosos.
Amante de prazeres materiais, galante e apaixonado, foi sempre um notável actor do palco social romântico, sabendo regressar em seu favor a imagem de dandy cosmopolita que sempre cultivou. No topo de uma carreira brilhante e de uma vida intensamente gozada, Almeida Garrett podia justamente orgulhar-se de ser (palavras suas)  «… um verdadeiro homem do mundo, que tem vivido nas cortes com os príncipes, no campo com os homens de guerra, no gabinete com os diplomáticos e homens de Estado, no parlamento, nos tribunais, nas academias, com todas as notabilidades de muitos países – e nos salões enfim com as mulheres e com os frívolos do mundo, com as elegâncias e com as fatuidades do século.»
 
Obra
Tem o grande mérito de ser o introdutor do Romantismo em Portugal ao nível da criação textual - processo que iniciou com os poemas Camões (1825) e D. Branca (1826).
Ainda no domínio da poesia são de destacar o Romanceiro (recolha de poesias de tradição popular cujo 1.º volume sai em 1843), Flores sem Fruto (1845) e a obra-prima da poesia romântica portuguesa Folhas Caídas (1853) que nos dá um novo lirismo amoroso.
Na prosa, saliente-se O Arco de Sant'Ana (1.º vol. em 1845 e 2.º em 1851), romance histórico, e principalmente as suas célebres Viagens na Minha Terra (1846). Com este livro, a crítica considera iniciada a prosa moderna em Portugal.
E quanto ao teatro, deve mencionar-se Um Auto de Gil Vicente (1838), O Alfageme de Santarém (1841) e sobretudo o famoso drama Frei Luís de Sousa (1844).
Conclusão
Ao elaborar este trabalho verifiquei que Almeida Garrett foi o impulsionador do Romantismo em Portugal e um dos escritores mais completos de toda a história de Portugal.
Almeida Garrett foi o escritor que melhor soube entender o mundo do seu tempo e deu-o a compreender aos futuros.
Um dos interesses deste mesmo homem foi o Romantismo, e as razões por esse mesmo foi a simplicidade, os sentimentos e a espontaneidade.
A arte, para o romântico, não se pode limitar à imitação, mas ser a expressão directa da emoção, da intuição, da inspiração e da naturalidade vividas por ele na hora da criação, anulando, por assim dizer, o perfeccionismo tão elevado pelos clássicos. Não há retoques após a criação para não comprometer a autenticidade e a qualidade do trabalho.
Comprometido com o seu tempo e ansioso de intervir nos destinos do país, Almeida Garrett não foi apenas escritor, mas também cronista, historiador, etnógrafo e crítico consciente. E os seus livros testemunham como poucos a época e o país em que viveu.
Mostro assim, perante este trabalho, os meus conhecimentos por Garrett.»


(texto com algumas alterações)

Quem foi... Frédéric Chopin? pela Filipa

 
 
" Este senhor que se apresenta na imagem em cima, chamava-se Frédéric François Chopin, nasceu numa aldeia a aldeia de Żelazowa Wola, Ducado de Varsóvia a 1 de março de 1810, apesar de não haver certidão de nascimento conhecida. Foi batizado no dia 23 de abril do mesmo ano. Em  Paris fez carreira como intérprete, professor e compositor.
 
A música de Chopin é, entretanto, considerada por muitos como um ponto culminante do estilo romântico. A pureza clássica relativa e a discrição em sua música, com pouco exibicionismo extravagante, em parte reflete sua reverência por Bach e Mozart. Chopin nunca cedeu à explícita "pintura cênica" em sua música ou usou títulos programáticos, punindo os editores que renomearam suas peças desta forma.”
 

Como é... a música de João Domingos Bontempo?


Quem foi... João Domingos Bontempo? pela Letícia



João Domingos Bomtempo foi um grande pianista e compositor, nascido a 28 de Dezembro de 1775 em Lisboa, e que morreu no dia 18 de Agosto de 1842 no mesmo local.

Algumas Obras:

Op. 1 \ Sonata (para piano) No.1 em Fá maior

Op. 2 \ Concerto para Piano No.1 em Mi Bemol Maior

Op. 3 \ Concerto para Piano No.2 em Fá Menor

Op. 4 \ Fandango & Variações para piano

Op. 5 \ Sonata No. 2 em Dó Maior

Op. 6 \ Introduction, 5 variations&fantasyonPaisiello'sfavoriteair for piano

Op. 7 \ Concerto para Piano No.3 em Sol Menor

Op. 8 \ Capriccio& Variações em "Godsavethe King" para piano em Mi Bemol Maior

Op. 9 No.1 \ Sonata No. 3 em Mi Bemol Maior

Op. 9 No.2 \ Sonata No. 4 em Dó Maior

 
O compositor esteve em Paris e Londres onde prosseguiu, com sucesso, a carreira de concertista e compositor. Foi em Paris que o compositor lusitano terminou a composição do Requiem "à memória de Camões" Op. 23. Regressou definitivamente a Portugal em 1820, após a proclamação da constituição, transformando-se no compositor oficial do novo regime. Em 1822 Bomtempo abre a primeira assinatura da Sociedade Filarmónica. Apesar do esforço, esta Sociedade não teve senão uma actividade irregular e com interrupções devido às vicissitudes políticas do primeiro Regime Constitucional. Criado o Conservatório de Música - que substituiu o Seminário da Patriarcal, instituído por D. João V em 1713 - foi Bomtempo nomeado seu Director (1834), lugar que ocupou até à sua morte e onde desenvolveu uma notável acção pedagógica. Na vasta obra de João Domingos Bomtempo contam-se, entre outras obras, 2 sinfonias, 6 concertos para piano, 2 cantatas, 1 série de quintetos e de sextetos de cordas e importantes composições corais sinfónicas, como a Missa de Requiem à memória de Camões. Manteve-se toda a vida fiel ao ideal liberal.É o nosso maior vulto musical do período romântico.»

 

Bibliografia consultada:                                                      


Quem foi... Goethe? pela Lídia

"Johann Wolfgang von Goethe (Frankfurt amMain, 28 de Agosto de 1749 — Weimar, 22 de Março de 1832) foi um escritor e pensador alemão que também fez incursões pelo campo da ciência. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Friedrich Schiller, foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão SturmundDrang. De sua vasta produção fazem parte: romances, peças de teatro, poemas, escritos autobiográficos, reflexões teóricas nas áreas da arte, literatura e ciências naturais. Além disso, a sua correspondência epistolar com pensadores e personalidades da época é grande fonte de pesquisa e análise de seu pensamento. Através do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, Goethe tornou-se famoso em toda a Europa no ano de 1774. Mais tarde, com o amadurecimento de sua produção literária, e influenciado pelo também escritor alemão Friedrich Schiller, Goethe se tornou o mais importante autor do Classicismo de Weimar. Goethe é até hoje considerado o mais importante escritor alemão, cuja obra influenciou a literatura de todo o mundo.Aos 82 anos, em 22 de março de 1832, Goethe morre na cidade de Weimar.”
Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774) é um romance de Johann Wolfgang von Goethe. Marco inicial do romantismo, considerado por muitos como uma obra-prima da literatura mundial, é uma das primeiras obras do autor, de tom autobiográfico - ainda que Goethe tenha cuidado para que nomes e lugares fossem trocados e, naturalmente, algumas partes fictícias acrescentadas, como o final.
Neste livro, o suposto Jovem Werther envia por um longo período cartas ao narrador que, no próprio livro, através de notas de rodapé, afirma que nomes e lugares foram trocados.
O romance é escrito na primeira pessoa e com poucas personagens. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras. Num estilo completamente adverso a Fausto, mas não menor que neste.”
Por que motivo foi importante para o movimento romântico?
Goethe foi um dos mais importantes escritores no romantismo porque “(…) a obra radica também noutro facto: a surpresa e o espanto causados pela morte de um colega da Universidade de Leipzig, que se suicidou para escapar a uma paixão sem esperança. O Werther, é, portanto, o fruto de uma experiência real e dolorosa, transfigurada através da imaginação. Essa é a razão por que o autor se refere ao romance que lhe trouxe popularidade como a uma "confissão geral". Afirmação verdadeira para toda a sua obra, tão interligadas estão, nela, vida e ficção.”

biografia- http://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Wolfgang_von_Goethe
livro- http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Sofrimentos_do_Jovem_Werther
motivo importante para o movimento romântico- http://www.casadobruxo.com.br/poesia/j/jgoethebio.htm

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Quem foi... Domingos Sequeira?, pela Flávia


Domingos Sequeira

Domingos António Sequeira nasceu em Lisboa no 10 de Março de 1768, e morreu em Roma a 7 de Março de 1837. Foi educado na Casa Pia de Lisboa, com uma pensão de D. Maria I partiu para Itália, estudou na Academia Portuguesa em Roma, foi professor no Porto e exilou-se em França. Era pintor, decorador e desenhador português. As suas obras mais importantes foram “A Ascensão da Virgem”, “A conversão de São Bruno “, “A morte de Camões” e “Os episódios da vida de Dom Afonso Henriques”. Ele foi um dos primeiros a explorar a sensibilidade romântica, o seu trabalho adquiriu uma dimensão internacional. “Criou as suas obras em Portugal, Itália e França, num persistente trabalho de pesquisa e estudo, o que revela a sua própria ambiguidade e complexidade.”

Fontes:

http://www.pitoresco.com/portugal/portugal/05_sequeira/sequeira.htm

 
A morte de Camões
 
 
N.B. Texto com ligeiras alterações.

Quem foi... Walter Scott?, pela Filipa

Biografia
«Romancista e poeta escocês (15/8/1771-21/9/1832). Considerado o criador do romance histórico, cujo enredo se baseia na pesquisa e na reconstrução de dados e fatos reais do passado. Nasce em Edimburgo e forma-se em direito em 1792, mas não exerce a profissão.
Interessado no trabalho literário, passa a pesquisar a história e as tradições regionais escocesas. Entre 1802 e 1803 produz o Cancioneiro da Fronteira Escocesa, que reúne canções populares. Em 1805, inspirado em histórias de tradição oral, escreve o poema O Canto do Último Menestrel, de grande sucesso. Em 1808 funda a revista literária Quartely Review e intensifica suas pesquisas.
A partir de 1814, dedica-se aos romances. Com obras como A Noiva de Lammermoor Uma Lenda de Montrose, torna-se responsável pela reabilitação desse género em seu país, até então visto como imoral. Inspira-se na história da Inglaterra para escrever romances de enredo medieval, como o clássico Ivanhoe (1819), TheAbbot (O Abade, 1820) e QuentinDurward (1823).
Obtém sucesso com eles, a ponto de ser o primeiro escritor a fazer fortuna com essa atividade. Entretanto, perde todo o lucro acumulado com a falência da editora Constable, à qual se associara. As dificuldades financeiras enfrentadas nos últimos anos de vida levam-no a publicar obras de qualidade inferior. Morre no Castelo de Abbotsford, em Roxburgh.


 
 
A obra surgiu num momento em que se procurava exaltar o nacionalismo, e obteve tamanho sucesso que o seu autor foi agraciado com título nobiliárquico. Nele os valores da cavalaria medieval são enaltecidos, assim como o heroísmo inglês.[1]
Embora protagonizado pelo cavaleiro Wilfred de Ivanhoé, são os personagens quase anônimos que encontram maior destaque do que este, a exemplo de Brian de Bois Guilbert, um templário, vilão que engendra várias maldades.[1]
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ivanho%C3%A9

N.B. Texto com ligeiras alterações.


Quem foi... Robert Schumann?, pela Eva


Robert Shumann
 
Nome: Robert Alexander Schumann
Data de Nascimento: 8 de junho de 1810, Zwichau, Saxônia (Alemanha)
Data da sua Morte: 29 de julho de 1856, Endenich (Alemanha)
País: Saxónia
Ocupação: Compositor, crítico de música
 
Romantismo




Schumann é o maior compositor do Romantismo alemão. É forte, na sua obra, o lado noturno do Romantismo, o pessimismo profundo, influenciado por Byron. Schumann também foi excelente crítico de música. Foi severo com Rossini e Meyerbeer, reconheceu o valor de Mendelssohn, descobriu obras inéditas de Schubert, saudou devidamente Chopin e adivinhou o gênio de Brahms. Por conseguinte, mesmo na sua vida privada, Schumann correspondeu aos parâmetros do romantismo, nos quais amores enredados, impossíveis, se alternavam com insanidade, delírios fantasmagóricos e volúpia pela morte. Dentro da diversidade das sensações exploradas e abrangidas pelo Romantismo, Robert Schumann inclinou-se pela Melancolia, tema que alimentou uma plêiade de poetas do seu tempo, a começar pela recorrência ao Amor Melancólico de Heinrich Heine, que lhe inspirou diretamente incontáveis lieder.
A melancolia é um estado de espírito, uma sensação que se abate como se fora um prenúncio de uma morte, a agonia de um amor ou do ser querido, uma ausência do humor e do prazer pela vida e tudo de bom que lhe diz respeito. Tanto nas peças para piano como nas letras que o inspiravam, tais situações depressivas eram exploradas ao extremo por Schumann (como no caso do clássico Träumerei ou Geweit Ich Hab Traum Im/Träume mir, lagest im du Grab).



Entre as suas composições mais conhecidas encontram.se Davidsbündlertänge (1837), Phantasiestücke(1837), Kindersgenen (1838), Kreileriana (1838), Arabaske (1838), Humoreske (1838), Novelletten (1838),Faschingsschwank aus Wien (1838-40), Symphony N.º 1 in B-Flat Major (1841), Piano Quintet in E-FlatMajor (1843), Piano Concerto in A Minor (1845) e Symphony N.º 3 in E-Flat Major (1850-51).
Nota Bibliográfica
 
http://www.infopedia.pt/$robert-schumann»

N.B. Texto com ligeiras alterações.
 

domingo, 7 de outubro de 2012

Quem foi... Frantz Liszt?, pela Marta


      «Franz Liszt
 
 
22/10/1811, Raiding, Boêmia (Hungria)
31/07/1886, Bayreuth (Alemanha)
Liszt iniciou-se no piano com o pai. Aos 14 anos de idade, compôs  a sua primeira ópera, em um ato, "Don Sancho". Conheceu Chopin, Berlioz, Lamartine, Victor Hugo, George Sand e Heinrich Heine, e familiarizou-se com o romantismo. Em Itália Liszt compôs as famosas "Rapsódias Húngaras", os "Estudos Transcendentais", além de transcrever inúmeras peças para piano, das quais se destacam as coletâneas "Anos de Peregrinação" e "Harmonias Poéticas e Religiosas".








Liszt escreveu duas sinfonias, a "Sinfonia Dante", inspirada na "Divina Comédia" de Dante Alighieri, e a "Sinfonia Fausto", composta por diferentes quadros que caracterizam as personagens de "Fausto", do escritor alemão Goethe.
O músico também possui inúmeros lieder e peças para música de câmara, das quais se devem destacar aquelas para violino e piano. A sua "Sonata em Si Menor", apesar de não ter agradado a Johannes Brahms, que diz ter adormecido durante a execução, é provavelmente a maior obra do compositor húngaro.
Fez uma visita à Inglaterra, em 1886, mas a viagem esgotou-o. Em Budapeste foi festejado como compositor nacional da Hungria. Liszt morreu na casa de Wagner, em Bayreuth, a
31 de julho de 1886, sendo considerado o maior pianista do século 19.
 
                                 Principais Obras

Rapsódia húngara n.º 2

Tema principal da Friska da Rapsódia Húngara n.º 2 de Franz Liszt.
A Rapsódia Húngara No. 2 é a segunda e mais famosa obra de um conjunto de 19 rapsódias compostas por Franz Liszt. Poucas composições de piano atingiram tal popularidade e permitiram ao pianista a revelar sua habilidade excepcional, além de oferecer ao ouvinte uma irresistível e imediata apreciação musical. http://www.youtube.com/watch?v=SKVgQQfeUjE
Bibliografia

Quem foi... Ludwig Van Beethoven?, pela Tatiana


Beethoven






Beethoven nasceu na Alemanha, em dezembro de 1770. Conviveu com a música clássica desde a infância, pois o seu pai era professor de música e tenor na corte de Bonn. Beethoven viveu uma época de transição musical, entre a era clássica e a romântica, tornando-se assim um apaixonado por música.       
Aos 22 anos de idade mudou-se para a cidade de Viena, onde construiu a sua carreira. É autor de sonatas, quartetos, sinfonias e da ópera “Fidélio”, uma das suas grandes criações. Nas suas obras musicais passava um profundo sentimento e incomparável expressão.           
Nos últimos anos de sua vida, sofreu de surdez. Mesmo com o problema de saúde, continuou a criar obras musicais maravilhosas.   
Faleceu em 26 de março de 1827, enquanto compunha a sua 10ª sinfonia.
Uma das suas obras mais conhecidas é a 9ª Sinfonia que, até os dias de hoje, é tocada em várias situações. Ao lado de Bach e Mozart, Beethoven é considerado um dos grandes compositores de música clássica de todos os tempos.  
É considerado um dos pilares da 
música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, e permanece como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos.
N. B. Texto com algumas alterações.

Quem foi... Eugène Delacroix?, pela Ana Catarina


   «
 
Ferdinand Victor Eugène Delacroix é um pintor francês de transição entre o academismo e romantismo. Nasceu a 26 de Abril de 1798, em França, numa família de grande prestígio social. Teve uma educação cuidadosa que o transformou num grande erudito precoce. A sua sabedoria foi transmitida pelos grandes colégios, em França, onde aprendeu música, no Conservatório, e pintura, na escola de Belas- Artes também em França. Eugène Delacroix, assim conhecido pelos seus talentos, também estudou pintura (aquarela – tintas diluídas na água) com o professor Soulier.



Ilus. 1 A Barca de Dante.

 
   Depois de trabalhar no ateliê do pintor Pierre-Narcissse Guérin, pintou o seu primeiro quadro, A Barca de Dante, em 1822, o qual ainda hoje se encontra no museu do Louvre em Paris. Achando-se pouco participativo nos acontecimentos políticos do seu país, resolve pintar o quadro A liberdade Guiando o Povo, poucas vezes exibido e muito chamativo de uma ideologia política particular. Em suma, o pintor é contratado para vários fins, na arte da pintura, e preferiu acabar os últimos anos de vida no seu ateliê. A 13 de Agosto de 1863, Delacroix faleceu, sendo sepultado no cemitério do Père-Lachaise em França.

Por que motivo foi importante para o movimento romântico?
 O pintor Delacroix foi importante devido aos sentimentos expressados nas telas, muitas vezes com o objetivo de defender o povo da tirania do sistema, pintando o quadro A Liberdade Guiando o Povo. Utilizava o movimento romântico para chocar a ordem estabelecida, expressando a solidão, angústia, terror, sofrimento, revolta e opressão contra as desigualdades.»

N.B. Texto com alterações. Não há indicação de fontes.