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segunda-feira, 13 de maio de 2013

O que é... surrealismo

Uma das principais correntes estéticas do século XX, o movimento surrealista foi liderado por escritores como André Breton, Paul Éluard e Pierre Reverdy. Em 1924, após o estudo da pintura de Giorgio De Chirico, André Breton publica aquele que se tornaria o acto fundador e o programa estético do movimento, o "Manifesto do Surrealismo", através do qual defendeu um processo criativo assente no automatismo psíquico. A partir daí o poeta assumiu-se como o principal ideólogo do movimento, publicando um segundo manifesto em 1929.


Artes Plásticas e Decorativas

Entre os artistas que integraram o grupo fundador do movimento destacaram-se Marcel Duchamp, Francis Picabia, Max Ernst, Hans Arp e Man Ray. Em 1929 juntaram-se Pierre Roy, Georges Malkine, os espanhóis Salvador Dali e Joan Miró e o suíço Giacometti. Em simultâneo, formaram-se grupos de artistas surrealistas em vários países, como a Bélgica (com os pintores René Magritte e Paul Delvaux), Portugal, Estados Unidos, Japão, etc. Em Portugal a assimilação desta corrente foi mais tardia, manifestando-se na primeira metade da década de 40, em plena Segunda Guerra Mundial. Teve como principais representantes os pintores António Pedro, António Dacosta e Cândido da Costa Pinto.
Apesar do carácter vanguardista e revolucionário e da aparente ruptura com a história, os surrealistas apoiaram-se em trabalhos de artistas como Bosch, Piranesi, Goya, Chagall ou Klee e em movimentos como o Maneirismo, o Romantismo, o Simbolismo, a Pintura Metafísica e o Dadaísmo. Deste último retomaram algumas experiências (como a criação através de processos automáticos ou aleatórios) que levaram a um nível mais radical. Procurando apresentar o lado dissonante da personalidade humana, desenvolveram novas formas expressivas, das quais se salientam os desenhos automáticos de Masson e as colagens e frottages de Max Ernst.
O Surrealismo procurou ultrapassar a percepção convencional e tradicional da realidade, desenvolvendo pesquisas estéticas fundamentadas nas descobertas freudianas do valor do inconsciente enquanto complemento da vida consciente e da capacidade comunicativa do sonho. Desta forma conseguem ultrapassar o nihilismo redutor do Dadaísmo, procurando então associar elementos díspares, através da dissociação dos objectos dos seus contextos convencionais de forma a obter significações inesperadas.
Recusando uma rígida unidade estilística, o surrealismo concretizou-se num espectro muito alargado de linguagens que iam desde o realismo mais minucioso de Dali, de Magritte e de Paul Delvaux, às tendências mais abstractas de Miró ou de Hans Arp, englobando expressões como a pintura, a escultura, a fotografia ou o cinema.
Desaparecendo enquanto movimento organizado com o eclodir da Segunda Guerra Mundial, o Surrealismo teve repercussões consideráveis para o desenvolvimento de muitas das correntes artísticas da segunda metade do século XX (...)
Literatura
Apollinaire aparece com o designativo Surrealismo (ou Sobrerrealismo) em 1917 no prefácio do seu drama Les Mamelles de Tirésias. André Breton aplica-o, quando quer referir «um certo automatismo psíquico que corresponde bastante bem ao estado de sonho». Breton remonta a origem filosófica e literária do movimento aos séculos XVIII e XIX e fala em Hugo, Hegel, Nerval, Baudelaire; mas Rimbaud, Apollinaire, Tzara e Freud (com o inconsciente e o automatismo psíquico), entre outras figuras do século XIX, marcam nele assinalada influência. (...)  Difunde-se pela Europa, menos profundamente na Inglaterra e mais atrasado em Portugal (...)
Além de movimento artístico-literário e estético, o Surrealismo aparece como uma tomada de consciência face à civilização e cultura do Ocidente europeu. Aproveita, amplia, transforma valores do Romantismo e volta-se para a filosofia que rejeita o racionalismo cartesiano ou o equilíbrio do Classicismo. Rejeita o convencionalismo e opõe-lhe a liberdade; Substitui o positivismo pela sobrerrealidade, pelo sonho, pelo inverosímil, pelo insólito porque sente que o homem ultrapassa as limitações da matéria na busca do abstracto, do mistério. Daí a importância da metáfora. Alguns momentos do Surrealismo aproximam-no da linha política marxista e comunista, o que provoca a separação de Breton e de mais surrealistas. A rejeição das regras de Aristóteles e do racionalismo de Descartes leva o poeta surrealista a sobrestimar o que é surpreendente, fantástico, acidental, fortuito e a exprimir-se com acentuada liberdade de palavras e com especial relevância para o símbolo, a metáfora, analogia (elementos que estão ao serviço do maravilhoso, do insólito, do mistério). Por tudo isto se afirma o valor da liberdade para os surrealistas na sua tentativa de objectivar, visualizar o subjectivo até com uma estreita ligação à pintura, aparecendo mesmo trechos ilustrados com desenhos, pois o movimento sente-se em pintores como Salvador Dalí, Joan Miró (Barcelona 1893), este considerado um sobrerrealista inigualável pela frescura, fantasia e humor dos quadros. Em Lisboa formam-se tardiamente dois grupos surrealistas. Em 1947, o primeiro, com António Pedro, José Augusto França, Mário Cesariny de Vasconcelos, Alexandre O'Neill. Este torna-se dissidente e, no ano seguinte, forma novo grupo com António Maria Lisboa. José Augusto França é ficcionista, ensaísta e crítico de arte. É, principalmente, um teórico do Surrealismo. Alexandre O'Neill pende, primeiro, para a sátira em Agora Escrevo; mas, em Tempo de Fantasmas (1951) e No Reino da Dinamarca (1958), já o pensamento toma asas para o sonho, para o fantástico. O segundo grupo é o que legitimamente representa o Surrealismo em Portugal. Antes destas figuras e além delas, outros poetas afirmam a sua inclinação para os processos da escola: Adolfo Casais Monteiro, Jorge de Sena (considerado um dos críticos do movimento).

In http://auladeliteraturaportuguesa.blogspot.pt/ (consultado em 13/5/2013)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Visita de estudo virtual


O Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, disponibiliza em linha uma ótima documentação, que pode ser consultada  aqui.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

«O gebo e a sombra» na versão de Manoel de Oliveira


Ficha e texto acerca de «O gebo e a sombra» no jornal "Público"

«
Cartaz do Filme

O Gebo e a Sombra

Título original:
Gebo et l'Ombre
De:
Manoel de Oliveira
Com:
Claudia Cardinale, Jeanne Moreau, Leonor Silveira, Ricardo Trêpa, Luís Miguel Cintra
Género:
Drama
Classificação:
M/12
Outros dados:
POR/FRA, 2012, Cores, 95 min.
 
Apesar de viver no limiar da pobreza, Gebo continua a sua actividade de contabilista para sustentar Doroteia, a mulher, e Sofia, a nora. A existência daquelas três pessoas é triste e monótona, girando à volta da ausência de João, o filho, que ninguém sabe onde está ou as razões por que partiu. Apesar do velho senhor tentar encontrar maneiras de aliviar o sofrimento das duas mulheres, parece que nada consegue minimizar as suas dores. Até que, sem que já ninguém o esperasse, João regressa. E é a partir daquele momento que o equilíbrio familiar, já de si frágil, se rompe, dando origem a uma catástrofe....
Baseado na peça homónima de Raul Brandão (1867-1930), escrita em 1923, a mais recente obra do mestre Manoel de Oliveira é um retrato da pobreza, da honestidade e do sacrifício.
O "Gebo e a Sombra" teve a sua estreia mundial no início de Setembro, em dias sucessivos, no Festival de Veneza e na Cinemateca Francesa em Paris - onde a obra do realizador passou numa retrospectiva integral.»

«O gebo e a sombra»: texto de Jorge Leitão Ramos ao filme de Manoel de Oliveira

«"Oliveira não faz filmes pela fama ou pelo dinheiro, faz filmes porque tem coisas para dizer - e eu admiro isso", disse ao Expresso o ator francês Michael Lonsdale, protagonista da mais recente obra de Manoel de Oliveira ontem apresentada no Festival de Veneza em estreia mundial. Recebida, nada mais nada menos, que com o labéu de obra-prima, "O Gebo e a Sombra" teve na passadeira vermelha uma comitiva formada por Lonsdale, Claudia Cardinale, Luís Miguel Cintra e os produtores português e francês.
Oliveira não esteve presente dada a fragilidade do seu estado de saúde, mas é esperado hoje em Paris onde o filme vai ter antestreia na Cinemateca Francesa, prelúdio para um Outono parisiense onde a obra do centenário realizador português vai estar em retrospetiva integral.(...)»


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-gebo-e-a-sombra-obra-prima=f751357#ixzz2KnHAlUmQ



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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Camilo Pessanha I



«Depois de se ter formado em Direito pela Universidade de Coimbra, partiu como professor para Macau, onde permanecerá, depois como conservador do registo predial, grande parte da sua vida e onde terá convivido durante escassos anos com Wenceslau de Morais. Ocupando uma posição marginal relativamente aos movimentos, polémicas e publicações que marcaram a última década de Oitocentos, Camilo Pessanha foi compondo uma pequena mas significativa obra poética, esparsamente divulgada em pequenas revistas e jornais, e apenas coligida em 1920, pelo empenho de um amigo e admirador, João de Castro Osório. Considerada o que de melhor produziu o simbolismo português, a sua obra aponta em vários aspetos para a estética modernista, sendo, aliás, da responsabilidade de Luís de Montalvor, um dos elementos de Orpheu, a divulgação em primeira mão de um conjunto de poemas de Pessanha na revista Centauro. A poesia de Camilo Pessanha articula o equilíbrio musical do verso, a capacidade de sugestão de sentidos a partir de elementos significantes, proveniente de um simbolismo de matriz verlainiana, com a elevação da imagem à categoria de símbolo, teorizada por Baudelaire ou Mallarmé, como alicerces de uma poesia elaborada ao ponto de ocultar o seu rigor construtivo e encarada como forma intelectualizada de compreensão da relação entre o eu e a realidade. Revelado pelos modernistas, este autor deve a sua redescoberta, até certo ponto, à iluminação recíproca que estabelece com a obra de Fernando Pessoa, devendo-se o primeiro estudo exaustivo da sua obra, em 1956, à ensaísta Esther de Lemos, a que se seguiriam, nas décadas seguintes, trabalhos fundamentais sobre Clepsidra, da autoria de Urbano Tavares Rodrigues e Óscar Lopes. Segundo este último ensaísta, "Pessanha traz à poesia portuguesa toda a dinâmica até então insuspeitada do momento subjetivo no domínio da perceção, desarticulando a perspetiva puramente geométrica a que a descrição parnasiana obedece, mobilizando os modos afetivos de reação à realidade sensorial", e alcançando, na "expressão estilística concreta", "a dialética das perceções ou imagens e de uma subjetividade individual" (cf. Entre Fialho e Nemésio, vol. I, Lisboa, INCM, p. 136).»


Camilo Pessanha. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-11-14].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$camilo-pessanha>.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Texto de apreciação crítica, pela Marta


Para declamar um poema temos de o saber interpretar e perceber o seu tema.  

Carla Bolito é pouco expressiva. Daniel Rodrigues não faz pausas, não altera a voz quando necessário e não se exprime de forma correta. Rita Reis tem um tom de voz bonito e os seus olhos brilham como se tivesse saudades. Nick Mengucci tem o tom de voz adequado, mas não põe emoção nas palavras. Cláudia Effe começa logo por se diferenciar quando declama de pé. A sua voz é bonita, tem um tom de mistério, a suas expressões mostram-nos lembranças que o poema expressa e que ela mostra, a respiração é a mais adequada, dando teatralidade e musicalidade ao poema.

Em suma, foi desta declamação que mais gostei e que achei mais adequada para o poema.

(texto com alterações)

Texto de apreciação crítica da Tatiana


 

Devo começar por dizer que já conhecia este poema e gostava bastante dele. Acho que está muito bem conseguido por também ter sido escrito por um grande poeta.

Começando por ordem, vou dizer o que mais e o que menos gostei em cada um. Cláudia Effe declamou as duas primeiras estrofes com uma veracidade avassaladora, mas já não posso dizer o mesmo das duas últimas. A declamação de Daniel Maia-Pinto Rodrigues foi demasiado rápida, o que não proporcionou ao leitor uma agradável audição. Rita Reis cativou-me essencialmente pela voz poderosa quando declamava, mas também não achei que fosse a melhor, assim como Mick Mengucci, cuja pronúncia achei, contudo, muito divertida.

A meu ver, e para finalizar, a minha favorita foi, sem dúvida, Carla Bolito. Adorei a forma com que ela se exprimiu, de forma clara, e também gostei do facto de utilizar as mãos para “falar”.

 

(texto com algumas alterações)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Texto de apreciação crítica da Ana

   Antes de expor as minhas apreciações, queria salientar que este poema é bastante interessante.
    Reparei que a atriz, Carla Bolito, se exprime de várias formas (os olhos, as maçãs do rosto e as mãos), o que poderá levar ao ouvinte uma agradável audição. Acrescento ainda que, na parte onde fala “…do vento seco de deserto…” o transmitiu de forma verídica. O escritor Daniel Rodrigues não proferiu o poema de forma correta, pois disse-o de forma excessivamente rápida, ao contrário de Rita Reis, que o leu de forma clara e cujas expressões faciais se alteram quando muda de situação. Parecia que a sua cara tinha um ponto de interrogação porque não sabia de onde vinha o vento seco. Isto também acontece com o músico, Mick, que eleva a voz nas situações adequadas e dá a sensação que o viveu. Só gostei das duas primeiras estrofes pronunciadas por Cláudia Effe, que aproveita as pausas para respirar e aplica-as no poema como se tivesse que as fazer, mas à parte.
   Concluindo, os declamadores de que mais gostei foram Rita Reis e Mick Mengucci.

 Ana Catarina

 (texto com alterações)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Como é... a música de Chopin?


Quem foi... Frédéric Chopin? pela Filipa

 
 
" Este senhor que se apresenta na imagem em cima, chamava-se Frédéric François Chopin, nasceu numa aldeia a aldeia de Żelazowa Wola, Ducado de Varsóvia a 1 de março de 1810, apesar de não haver certidão de nascimento conhecida. Foi batizado no dia 23 de abril do mesmo ano. Em  Paris fez carreira como intérprete, professor e compositor.
 
A música de Chopin é, entretanto, considerada por muitos como um ponto culminante do estilo romântico. A pureza clássica relativa e a discrição em sua música, com pouco exibicionismo extravagante, em parte reflete sua reverência por Bach e Mozart. Chopin nunca cedeu à explícita "pintura cênica" em sua música ou usou títulos programáticos, punindo os editores que renomearam suas peças desta forma.”
 

Como é... a música de João Domingos Bontempo?


Quem foi... João Domingos Bontempo? pela Letícia



João Domingos Bomtempo foi um grande pianista e compositor, nascido a 28 de Dezembro de 1775 em Lisboa, e que morreu no dia 18 de Agosto de 1842 no mesmo local.

Algumas Obras:

Op. 1 \ Sonata (para piano) No.1 em Fá maior

Op. 2 \ Concerto para Piano No.1 em Mi Bemol Maior

Op. 3 \ Concerto para Piano No.2 em Fá Menor

Op. 4 \ Fandango & Variações para piano

Op. 5 \ Sonata No. 2 em Dó Maior

Op. 6 \ Introduction, 5 variations&fantasyonPaisiello'sfavoriteair for piano

Op. 7 \ Concerto para Piano No.3 em Sol Menor

Op. 8 \ Capriccio& Variações em "Godsavethe King" para piano em Mi Bemol Maior

Op. 9 No.1 \ Sonata No. 3 em Mi Bemol Maior

Op. 9 No.2 \ Sonata No. 4 em Dó Maior

 
O compositor esteve em Paris e Londres onde prosseguiu, com sucesso, a carreira de concertista e compositor. Foi em Paris que o compositor lusitano terminou a composição do Requiem "à memória de Camões" Op. 23. Regressou definitivamente a Portugal em 1820, após a proclamação da constituição, transformando-se no compositor oficial do novo regime. Em 1822 Bomtempo abre a primeira assinatura da Sociedade Filarmónica. Apesar do esforço, esta Sociedade não teve senão uma actividade irregular e com interrupções devido às vicissitudes políticas do primeiro Regime Constitucional. Criado o Conservatório de Música - que substituiu o Seminário da Patriarcal, instituído por D. João V em 1713 - foi Bomtempo nomeado seu Director (1834), lugar que ocupou até à sua morte e onde desenvolveu uma notável acção pedagógica. Na vasta obra de João Domingos Bomtempo contam-se, entre outras obras, 2 sinfonias, 6 concertos para piano, 2 cantatas, 1 série de quintetos e de sextetos de cordas e importantes composições corais sinfónicas, como a Missa de Requiem à memória de Camões. Manteve-se toda a vida fiel ao ideal liberal.É o nosso maior vulto musical do período romântico.»

 

Bibliografia consultada:                                                      


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Quem foi... Domingos Sequeira?, pela Flávia


Domingos Sequeira

Domingos António Sequeira nasceu em Lisboa no 10 de Março de 1768, e morreu em Roma a 7 de Março de 1837. Foi educado na Casa Pia de Lisboa, com uma pensão de D. Maria I partiu para Itália, estudou na Academia Portuguesa em Roma, foi professor no Porto e exilou-se em França. Era pintor, decorador e desenhador português. As suas obras mais importantes foram “A Ascensão da Virgem”, “A conversão de São Bruno “, “A morte de Camões” e “Os episódios da vida de Dom Afonso Henriques”. Ele foi um dos primeiros a explorar a sensibilidade romântica, o seu trabalho adquiriu uma dimensão internacional. “Criou as suas obras em Portugal, Itália e França, num persistente trabalho de pesquisa e estudo, o que revela a sua própria ambiguidade e complexidade.”

Fontes:

http://www.pitoresco.com/portugal/portugal/05_sequeira/sequeira.htm

 
A morte de Camões
 
 
N.B. Texto com ligeiras alterações.

Quem foi... Robert Schumann?, pela Eva


Robert Shumann
 
Nome: Robert Alexander Schumann
Data de Nascimento: 8 de junho de 1810, Zwichau, Saxônia (Alemanha)
Data da sua Morte: 29 de julho de 1856, Endenich (Alemanha)
País: Saxónia
Ocupação: Compositor, crítico de música
 
Romantismo




Schumann é o maior compositor do Romantismo alemão. É forte, na sua obra, o lado noturno do Romantismo, o pessimismo profundo, influenciado por Byron. Schumann também foi excelente crítico de música. Foi severo com Rossini e Meyerbeer, reconheceu o valor de Mendelssohn, descobriu obras inéditas de Schubert, saudou devidamente Chopin e adivinhou o gênio de Brahms. Por conseguinte, mesmo na sua vida privada, Schumann correspondeu aos parâmetros do romantismo, nos quais amores enredados, impossíveis, se alternavam com insanidade, delírios fantasmagóricos e volúpia pela morte. Dentro da diversidade das sensações exploradas e abrangidas pelo Romantismo, Robert Schumann inclinou-se pela Melancolia, tema que alimentou uma plêiade de poetas do seu tempo, a começar pela recorrência ao Amor Melancólico de Heinrich Heine, que lhe inspirou diretamente incontáveis lieder.
A melancolia é um estado de espírito, uma sensação que se abate como se fora um prenúncio de uma morte, a agonia de um amor ou do ser querido, uma ausência do humor e do prazer pela vida e tudo de bom que lhe diz respeito. Tanto nas peças para piano como nas letras que o inspiravam, tais situações depressivas eram exploradas ao extremo por Schumann (como no caso do clássico Träumerei ou Geweit Ich Hab Traum Im/Träume mir, lagest im du Grab).



Entre as suas composições mais conhecidas encontram.se Davidsbündlertänge (1837), Phantasiestücke(1837), Kindersgenen (1838), Kreileriana (1838), Arabaske (1838), Humoreske (1838), Novelletten (1838),Faschingsschwank aus Wien (1838-40), Symphony N.º 1 in B-Flat Major (1841), Piano Quintet in E-FlatMajor (1843), Piano Concerto in A Minor (1845) e Symphony N.º 3 in E-Flat Major (1850-51).
Nota Bibliográfica
 
http://www.infopedia.pt/$robert-schumann»

N.B. Texto com ligeiras alterações.
 

domingo, 7 de outubro de 2012

Frantz Liszt... a sério


Franz Liszt... a brincar


O mais famoso quadro de Delacroix é...

... "La liberté guidant le peuple"

Quem foi... Eugène Delacroix?, pela Ana Catarina


   «
 
Ferdinand Victor Eugène Delacroix é um pintor francês de transição entre o academismo e romantismo. Nasceu a 26 de Abril de 1798, em França, numa família de grande prestígio social. Teve uma educação cuidadosa que o transformou num grande erudito precoce. A sua sabedoria foi transmitida pelos grandes colégios, em França, onde aprendeu música, no Conservatório, e pintura, na escola de Belas- Artes também em França. Eugène Delacroix, assim conhecido pelos seus talentos, também estudou pintura (aquarela – tintas diluídas na água) com o professor Soulier.



Ilus. 1 A Barca de Dante.

 
   Depois de trabalhar no ateliê do pintor Pierre-Narcissse Guérin, pintou o seu primeiro quadro, A Barca de Dante, em 1822, o qual ainda hoje se encontra no museu do Louvre em Paris. Achando-se pouco participativo nos acontecimentos políticos do seu país, resolve pintar o quadro A liberdade Guiando o Povo, poucas vezes exibido e muito chamativo de uma ideologia política particular. Em suma, o pintor é contratado para vários fins, na arte da pintura, e preferiu acabar os últimos anos de vida no seu ateliê. A 13 de Agosto de 1863, Delacroix faleceu, sendo sepultado no cemitério do Père-Lachaise em França.

Por que motivo foi importante para o movimento romântico?
 O pintor Delacroix foi importante devido aos sentimentos expressados nas telas, muitas vezes com o objetivo de defender o povo da tirania do sistema, pintando o quadro A Liberdade Guiando o Povo. Utilizava o movimento romântico para chocar a ordem estabelecida, expressando a solidão, angústia, terror, sofrimento, revolta e opressão contra as desigualdades.»

N.B. Texto com alterações. Não há indicação de fontes.

História da Arte 08 - Romantismo