terça-feira, 18 de outubro de 2011

O que é...? Superstrato

«É o conjunto de vestígios linguísticos deixados pela língua dos povos invasores. O vocabulário da língua do território dominado foi acrescido com elementos linguísticos dos povos que o dominaram durante um curto período de tempo. Nesta situação, encontram-se em Portugal os elementos árabes (açorda, álcool, algarismo, alface, oxalá...) e os germânicos (guerra, elmo, lava, sala, raça...).»
Gramática de Português, Porto Editora, 2008, p. 26
Cf. Dicionário Hoauiss: «Língua do povo conquistador, que se introduz amplamente na área de outra língua, do povo conquistado, mas que não a substitui e pode deixar de existir naquela área, deixando, entretanto, marcada a sua passagem por certos traços que permaneceram na língua do povo conquistado (...) ETIM. Lat. superstratus, a, um 'estender sobre, pôr em cima, cobrir de, juncar, alastrar» (vol. VI,. p. 3417)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Joam Perez de Aboim e o 10ºG I



João Peres de Aboim, ou Johan Perez D'Avoim - pertencente à pequena nobreza portuguesa, nasceu em Aboim da Nóbrega c. 1228 e morreu em 1287, foi governador do Algarve de 1249 a 1269, senhor de Portel, procurador geral de Évora, «maiordomus curiae» e um dos mais ricos vassalos de D. Afonso III. Escreveu sete cantigas de amor, uma pastorela e três tenções.

"J.P. desenvolve temas e clichés da lírica cortês, muitas vezes com elegância, mas sem grande originalidade, e na pastorela - breve diálogo, segundo o esquema da cantiga feminina, entre a pastora e as suas amigas, sobre a infidelidade do amante - apenas o exórdio («cavalgava n'outro dia/ per o caminho francés/e ua pastor siia...» sugere uma contaminação da cantiga de amigo com o género francês e provençal, sobretudo pela sua analogia com o incipit de uma pastorela de Gui d'Uisel" (in A poesia lírica galego-portuguesa, Giuseppe Tavani, p. 295).

O que é...? Substrato

«É o conjunto de vestígios das línguas indígenas ou daquelas que faziam a camada linguística que cedeu lugar à língua dos povos invasores. Estão nesta situação os elementos linguísticos que se conservam em Portugal provenientes dos Celtas (camisa, légua, Minho, caminho...), dos Fenícios (hino, harmonia, âncora, câmara, gramática, banho...), dos Iberos (modorra, sarna...)»
Gramática de Português, Porto Editora, 2008, p. 26

Cf. Dicionário Hoauiss: «Língua que em dado território foi substituída por outra, geralmente do povo conquistador, deixando nesta traços perceptíveis. (...) ETIM. Lat. substratus, i 'acção de estender por cima ou por baixo'»
 (Vol. VI, pp. 3403-3404)

Mapa cronológico: ano 1000


Podem visualizar a sequência de mapas no sítio de onde o extraí, bastando, para tal, clicar em http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_galego-portuguesa. Embora alguns aspectos tenham vindo a ser constestados - por regra, em épocas que (ainda) não nos interessam - trata-se de uma ferramenta muito útil, que permite visualizar, bem melhor do que os mapas rudimentares que desenho no quadro ;) a situação linguística da Península.

Artistas cá do burgo




De acordo com António José Saraiva e Óscar Lopes (História da literatura portuguesa, p. 37), "(...) a escrita constituía então um meio acessório da transmissão da cultura; temos de contar com a transmissão oral, feita através de jograis-recitadores, cantores e músicos ambulantes que divulgam nas feiras, castelos e cidades um reportório musical e literário estimulado directamente pelos ouvintes. Desempenham um papel importantíssimo os pregadores eclesiásticos, que estebelecem a ligação entre o saber livresco e as massas populares."

Nesta ilustração podemos apreciar, além de um trovador e um jogral, uma bailadeira.

Um trovador provençal

Mensagem inaugural

Segunda-feira, dia 17 de Outubro. Um início um pouco tardio: um mês de atraso. Nada que tenha importância, se este blogue atingir os seus objectivos, criar uma comunidade de leitura virtual para uso de alunos e professores do 10ºG.