segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O que vamos ver

«Igreja de Nossa Senhora da Oliveira

No regresso à História e ao centro urbano, desaguamos no Largo da Oliveira, onde as arcadas dos antigos Paços do Concelho fazem a ligação com a Praça de Santiago, mantendo o figurino medieval. Vale a pena entrar e subir ao primeiro piso da velha câmara para admirar, na sala das audiências, um tecto de madeira em masseira decorado com uma belíssima pintura a óleo representando a Justiça e a deusa grega Atena. Crê-se que a pintura, que foi restaurada recentemente, date dos séculos XVII-XVIII.

O Largo da Oliveira - lugar fundador de Vimaranes e que mantém uma "réplica" da árvore associada à lenda das origens - é dominado pela Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, mandada construir no final do século XIV por D. João I, a assinalar a vitória em Aljubarrota. O seu interior "está cheio de cicatrizes da História", mostra-nos Ricardo Rodrigues, chamando a atenção, por exemplo, para os vestígios de pinturas sobre o granito das colunas e das paredes - "é errada essa ideia agora muito generalizada de que o granito era sempre deixado em pedra viva", diz o arquitecto - , mas também para as "coisas imperfeitas" que denotam o passar do tempo e nos dão pistas de leitura para as diferentes épocas e estilos.»

Guimarães, uma recuperação exemplar

«"Ad vos homines qui venistis populare in Vimaranes et ad illos qui ibi habitare volerint". (...)"A vós homens que viestes povoar em Guimarães e àqueles que aqui quiserem habitar" -, que a mensagem não nos é dirigida tanto a nós, visitantes ou turistas acidentais, mas aos habitantes desta terra, de quem se diz que não são cidadãos iguais aos outros.

Não foi ao acaso que o arquitecto Fernando Távora (1923-2005), com raízes familiares vimaranenses, decidiu inscrever esta frase numa das praças do centro da cidade de cujo restauro se ocupou desde que, em 1980, elaborou o Plano Geral de Urbanização de Guimarães. A sua preocupação principal, e a da equipa do Gabinete Técnico Local (GTL) constituído pela câmara em 1983, foi servir, em primeiro lugar, os habitantes do centro histórico.

"O nosso programa teve como princípio ordenador não expulsar ninguém das suas casas; simultaneamente tivemos o cuidado de refazer o antigo sem deitar nada fora", explica a arquitecta Alexandra Gesta, vereadora da autarquia e responsável, desde o início, pelo projecto de requalificação urbana do centro histórico.

Quem chega a Guimarães e percorre as suas ruas estreitas e praças aconchegadas constata que esse programa foi concretizado com sucesso. A roupa a secar nas varandas floridas, as mulheres às janelas conversando com os vizinhos, as crianças a jogar à bola na rua, as bancas às portas das mercearias, as pessoas cumprimentando quem passa, mostram que estamos perante gente da terra. E que se distingue facilmente dos habitantes que, desde o século XVIII, fizeram crescer a cidade para fora das muralhas que delimitam o núcleo classificado pela UNESCO em 2001.»


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

E tu, vais fazer parte?

Espreitando o guarda-roupa de D. João I

No museu Alberto Sampaio podemos apreciar uma peça de vestuário que D. João I terá envergado na Batalha de Aljubarrota:

Monumentos vimaranenses relacionados com a época que estamos a estudar

Lido em http://www.cm-guimaraes.pt/ (19/1/2012)

«Muralhas de Guimarães

Representam vestígios das muralhas que envolviam a urbe vimaranense nos reinados de D. Dinis e D. João I – séculos XIV e XV. Alguns historiadores remetem as origens destas muralhas para o século X.

Igreja Nossa Senhora da Oliveira



Foi mandada reedificar pelo rei D. João I no século XIV, em consequência de uma promessa feita à Virgem Maria pela sua vitória da Batalha de Aljubarrota.

Padrão de D. João I

De acordo com alguns historiadores, este Padrão terá sido mandado construir por D. João I, no século XIV, para comemorar a vitória da Batalha de Aljubarrota.»

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Um herói à nossa medida

A aleivosa


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D. Leonor (1350?-1386)
"D. Leonor Teles de Meneses era sobrinha de D. João Afonso Telo, 4º conde de Barcelos, e irmã de D. João Afonso Teles de Meneses, 6º conde de Barcelos, de D. Gonçalo Teles de Meneses, conde de Neiva, e de D. Maria Teles de Meneses. Foi casada com D. João Lourença da Cunha, de quem teve um filho, Álvaro da Cunha. Conseguida a anulação do seu primeiro matrimónio, casou com D. Fernando, em Leça do Bailio, em 1372."
Bibliografia nº3 pág.168»

(encontrado em http://www.citi.pt/cultura/historia/historiadores/fernao_lopes/leonor.html, 18/1/2012 )