terça-feira, 22 de maio de 2012

Um excerto do "Lago dos Cisnes"



A propósito de uma canção de Camões e do respetivo remate, onde o sujeito poético se refere à própria canção:

"Canção de cisne, feita n'hora extrema: /na dura pedra fria/ da memória te deixo, em companhia/do letreiro de minha sepultura; /que a sombra escura já me impede o dia.",

e por sugestão do nosso manual (p. 114, vol. II), deixo-vos um excerto do ballet "Lago dos Cisnes" (música de Tchaikowski) onde Odile se faz passar por Odette.

domingo, 13 de maio de 2012

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, por José Mário Branco

Endechas A Bárbara Escrava, por Sérgio Godinho

Verdes são os campos, por José Afonso

Teste de avaliação (18 de Maio de 2012):

    O que saber, o que fazer
    Luís Vaz de Camões

    • Apreender a distinção entre lírica tradicional e lírica renascentista
    • Conhecer as diferentes formas poéticas da lírica tradicionalista
    • Apreender a variedade temática (e de tonalidade) patente nas redondilhas
    • Identificar os princípios de retórica literária subjacentes à lírica renascentista camoniana.
    • Aperceber-se das diferentes modulações de sentimentos e atitudes presentes na lírica camoniana, configurando uma nova relação do "eu" poético consigo próprio, com o mundo e com a natureza circundante

    Fernão Mendes Pinto
    • Integrar o aparecimento da Literatura de viagens no contexto político e social dos séculos XV e XVI.
    • Compreender a importância da Peregrinação como obra reveladora de mundos diferentes e exóticos
    • Acompanhar as vivências e aventuras do herói/anti-herói nas suas múltiplas facetas
    N.B. As mensagens que dizem respeito a esta matéria foram publicadas a partir do dia 10 de Abril

    segunda-feira, 7 de maio de 2012

    Noções básicas de... educação


    Ler também...

    http://profgraciele.blogspot.pt/2011/03/boas-maneiras-em-sala-de-aula.html

    ou

    http://wiki.answers.com/Q/Reasons_Not_to_Talk_in_Class

    ou

     http://blog.enseignons.be/monsieurnowak/jarrete-pas-de-parler-en-classe/

    Noções básicas de versificação


    Versificação - Noções Básicas



    Versificação – é a arte ou a técnica de fazer versos.
    Verso – é uma linha de um poema. Pode ou não ter sentido completo.
    Ritmo – é o resultado da sucessão de sílabas fortes e fracas (tónicas e átonas) com intervalos regulares ou não muito espaçados. O ritmo é uma fonte de prazer estético auditivo. Pode apresentar-se lento e vagaroso, rápido e sincopado.
    Exs.: Ritmo lento:
    «Houve outrora um palácio, hoje em ruínas
    Fundado numa rocha à beira-mar…»
    (Gomes Leal)
    Ritmo rápido: «Beijo na face
    pede-se e dá-se.»
    (João de Deus)
    Rima – é a correspondência (identidade ou semelhança) de sons verificada a partir da vogal tónica
    da última palavra de dois ou mais versos.
    Ex.: «No plaino abandonado
    …………………………
    De balas trespassado
    …………………………»
    (Fernando Pessoa)
    Por vezes, uma dessas palavras está situada no interior do verso seguinte.
    Ex.: «Baladas de uma outra terra, aliadas.
    Às saudades das fadas, amadas por gnomos idos».
    (Fernando Pessoa)
    – Versos rimados – são os versos que rimam entre si.
    Ex.: «A arte em nós se revela
    sempre de forma diferente:
    cai no papel ou na tela
    conforme o artista sente.»
    (António Aleixo)
    – Rimas
    • Cruzada – os versos rimam alternadamente.
    Ex.: «No dia de S. João
    Há fogueiras e folias
    Gozam uns e outros não
    Tal qual como os outros dias.»
    (Fernando Pessoa)
    • Emparelhada – os versos rimam dois a dois ou três a três consecutivamente.
    Exs.: «Cantando espalharei por toda a parte
    Se a tanto me ajudar o engenho e arte
    (Luís de Camões)
    • Interpolada – entre dois versos que rimam, há dois ou mais sem rima ou de rima diferente.
    Ex.: «A cena é muda e breve:
    Num lameiro,
    um cordeiro
    a pastar ao de leve…»
    (Miguel Torga)


    • Encadeada – a palavra final de um verso rima com outra situada no interior do verso seguinte.
    Ex.: «Que alegre campo e praia deleitosa!
    Quão saudosa faz esta espessura…»
    (Tomás Ribeiro)
    • Consoante – é a perfeita correspondência de sons finais (vogais e consoantes).
    Chama-se rica, se a correspondência de sons se dá em palavras de diferentes classes gramaticais; diz-se pobre, se a correspondência se dá em palavras da mesma classe gramatical.
    Ex.: «As armas e os barões assinalados
    Que, da Ocidental praia Lusitana,
    Por mares nunca de antes navegados
    Passaram ainda além da Taprobana,
    (Luís de Camões)
    • Toante – é a correspondência de sons finais, produzidos só pelas vogais.
    Ex.: «Já só pensando escuto-me e resido
    Já falo assim;
    Meu próprio diálogo interior divide
    Meu ser de mim.»
    (Fernando Pessoa)
    – Versos soltos ou brancos – são os versos que não obedecem a qualquer tipo de rima.
    Ex.: «Em Junho, a fruta começa a apetecer,
    Um homem passeia no cais e debulha
    uma nêspera com ar de quem faz horas.»
    (António Cabral)
    – Sílabas métricas – são os sons apercebidos pelo ouvido.
    À contagem das sílabas métricas, dá-se o nome de escansão.
    – Regras para a determinação do número de sílabas de um verso:
    • A última sílaba tónica corresponde à ultima sílaba métrica.
    • A vogal átona final e a vogal inicial (tónica ou átona) elidem-se, formando apenas uma sílaba métrica.
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    Conforme o número de sílabas que os constituem, os versos têm designações diferentes. Seguem-se os mais frequentes.
    • Versos de cinco sílabas – redondilha menor.
    • Versos de sete sílabas – redondilha maior.
    • Versos de dez sílabas – decassílabos.
    • Versos de doze sílabas – alexandrinos.
    – Estrofes – são conjuntos de versos separados graficamente por um espaço e formando, geralmente, cada um, sentido completo.
    Conforme o número de versos que as constituem, as estrofes tomam designações diferentes.
    Parelha ou dístico – estrofe de dois versos.
    Terceto – estrofe de três versos.
    Quadra – estrofe de quatro versos.
    Quintilha – estrofe de cinco versos.
    Sextilha – estrofe de seis versos.
    Oitava – estrofe de oito versos.
    Décima – estrofe de dez versos.

    Fonte: Língua Portuguesa - 9.º ano, de Maria Ascensão Teixeira e Maria Assunção Bettencourt, 2004, Texto Editores.